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JESUS EUCARÍSTICO: CENTRO DA NOSSA VIDA, DA NOSSA FAMÍLIA E DA NOSSA SANTIDADE

A Igreja ensina que a Eucaristia é “fonte e ápice de toda a vida cristã” (CIC 1324). Nela não recebemos um símbolo nem uma simples lembrança: sob as espécies do pão e do vinho estão contidos, verdadeira, real e substancialmente, o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, com sua alma e divindade. É o mesmo Jesus que nasceu em Belém, morreu na Cruz e ressuscitou.

Na Santa Missa torna-se presente, de modo sacramental, o único Sacrifício do Calvário. Por isso ela não é um compromisso entre outros, nem um costume herdado: é o centro do domingo, dia do Senhor, em que a Igreja nos pede a participação fiel. Cabe perguntar com sinceridade: que lugar a Eucaristia ocupa em nossa família?

Receber o Senhor exige preparação. São Paulo adverte que quem come e bebe indignamente o Corpo e o Sangue do Senhor come e bebe a própria condenação. Quem tem consciência de pecado grave deve se confessar antes de comungar (cf. CIC 1385). A Eucaristia não se separa da conversão, e que grande graça é receber a absolvição e voltar à mesa do Senhor com a alma reconciliada.

A Comunhão aumenta nossa união com Cristo, afasta-nos do pecado e fortalece a caridade. Quem recebe Cristo é chamado a viver como Cristo, e isso começa dentro de casa. É fácil ser paciente com os de fora; mais difícil é sê-lo com o marido, a esposa e os filhos. Ao recebermos Aquele que se entregou por nós, aprendemos a entrega: o marido ama a esposa como Cristo amou a Igreja; a esposa ama o marido com fidelidade; os pais, primeiros responsáveis pela educação dos filhos, conduzem-nos a Deus.

A família é Igreja doméstica (cf. CIC 1656). Seu fim último não é o conforto, a prosperidade nem a ausência de problemas, mas a salvação das almas: chegar juntos ao Céu. Para isso existem a Igreja e os Sacramentos, para isso a Eucaristia nos alimenta. E os filhos aprendem, pelo exemplo dos pais, a reverência que se deve a Deus.

Precisamos recuperar em nossos lares o que o mundo nos faz perder: silêncio, reverência e adoração. Diante do Santíssimo nada precisamos produzir, basta estar com Ele, agradecer, pedir perdão e suplicar a perseverança. Comecemos por gestos simples: participar da Missa com atenção, guardar o jejum eucarístico, ensinar os filhos a fazer bem a genuflexão diante do Sacrário, visitar o Santíssimo, rezar juntos, confessar-se com frequência.

Nas dificuldades do casamento, nas preocupações com os filhos, no cansaço de servir, levemos tudo ao Sacrário. Uma família que se ajoelha diante de Jesus aprende a permanecer de pé diante das provações.

Importante questionar: creio realmente que Jesus está presente na Eucaristia? Se creio, essa fé há de aparecer no modo como entramos na igreja, como comungamos, como buscamos a Confissão e, sobretudo, como amamos aqueles que Deus colocou em nossa casa.

A santidade da família é obra da graça de Deus antes de ser fruto do nosso esforço, e essa graça nos vem sobretudo da Eucaristia, onde o próprio Cristo se dá a nós como alimento. É d’Ele que recebemos a força para guardar a fidelidade prometida diante do altar e para conduzir nossos filhos a Deus. Por isso a Missa de domingo, a Confissão e o tempo passado em silêncio diante do Sacrário merecem o primeiro lugar em nossa casa. Ali o Senhor nos espera, e ali aprendemos a entregar a Ele o nosso casamento, os nossos filhos e a nossa vida.

Perguntas para reflexão:

  • Que lugar a Missa de domingo ocupa hoje na rotina da nossa família? O restante do fim de semana se organiza em torno dela, ou ela se encaixa onde sobra tempo?
  • Como temos nos preparado para receber a Comunhão? Com que frequência nos confessamos, e de que maneira ensinamos nossos filhos a se aproximar desse sacramento?
  • O que recebemos na Eucaristia tem mudado a forma como tratamos uns aos outros dentro de casa? Que gesto concreto podemos assumir neste mês, como casal ou família, para colocar Jesus Eucarístico no centro do nosso lar?

Texto escrito e adaptado pela
Equipe de Formação do MFC de Maringá