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A VIDA ANTES DO AMOR – MEU TESTEMUNHO

Me chamo Monalisa, tenho 25 anos, e hoje quero abrir meu coração e compartilhar com vocês a obra que Deus vem realizando na minha vida através do MFC.

Eu não cresci cercada pelo amor de uma família. Fui deixada ainda bebê e passei por diversos orfanatos. Carreguei uma infância marcada pela tristeza, pela rejeição e pelo vazio. Meu maior sonho? Não era brinquedos, nem viagens… era apenas sentar em uma mesa de ceia de Natal, como aquelas que via nos comerciais de TV. Cresci sem grandes expectativas, sem perspectivas — e muitas vezes, sem vontade de continuar.

Fui uma adolescente rebelde, ferida. Conheci as ruas de perto, passei dias fugindo do orfanato. Sentia que não havia ninguém por mim… e, mesmo assim, Deus nunca me deixou só. A primeira tentativa de tirar minha própria vida foi o dia em que digo ter morrido por dentro. Mas Deus, em sua misericórdia, me sustentou.

Aos 15 anos, fui adotada por uma família católica. Ali, a graça começou a se revelar. Estudei, iniciei faculdade, conheci o homem que se tornaria meu esposo. Casamos, construímos nossa vida, mas sempre havia um vazio que eu não conseguia explicar.

Em 2020, engravidei da minha primeira filha. Era amor, era alegria, mas ainda faltava algo. Em 2024, grávida novamente, recebemos um convite para participar do encontro EIS do MFC. Não sabíamos, mas aquele “sim” mudaria tudo.

Saímos daquele encontro com uma sede nova. Fomos acolhidos, abraçados por pessoas que nem nos conheciam, mas que já nos amavam em Cristo. Fizemos o encontro de casais — e lá, no primeiro dia, meu marido olhou para mim e disse:

“Eu quero mudar. Quero ser um marido bom para você.”

Naquele momento, eu percebi: algo de Deus estava acontecendo. E no último dia, o casal Daniel e Monalisa que entrou na sexta-feira já não existia mais. Saímos dali transformados — não perfeitos, mas renovados pela mão de Deus.

O MFC se tornou mais do que um movimento: ele é família, cura, caminho de perseverança. Cada reunião, cada abraço, cada sorriso nos lembra que não estamos sozinhos. A vida ainda tem desafios, mas agora sabemos: a fé precisa ser maior do que o medo, e a perseverança maior que as lutas.

Somos profundamente gratos a Deus por ter nos conduzido até aqui. Que outras famílias também encontrem esse abrigo, essa luz, essa mão estendida que um dia nos alcançou.

Escrito por Monalisa e Daniel