O grupo caminha junto por uma rua mais tranquila agora. O barulho da cidade vai ficando para trás, mas o silêncio que surge não é leve para todos.
Theo anda um pouco mais à frente, chutando uma pedrinha no chão. Liz percebe que ele está estranho.
Theo: (Suspirando) Eu estava animado, mas lembrei de gente que me machucou. Parece que isso não sai de mim.
Liz: Eu também. Às vezes finjo que superei, mas basta uma lembrança para a raiva voltar.
Jesus: O coração cansa de carregar pesos. Vocês ouviram o que ensino: deixem a amargura e perdoem.
Theo: Mas como, Jesus? Assim, do nada?
Jesus: O perdão não começa no outro, começa dentro de vocês. Não é esquecer, é decidir não viver preso ao que fizeram. Vocês não são definidos pelo que sofreram, mas pelo amor que recebem.
Theo: E se a pessoa nem pedir desculpa?
Jesus: O perdão não depende do pedido do outro, mas da liberdade que vocês querem ter. Guardar raiva é como beber veneno esperando que o outro sinta o efeito.
Liz: Então perdoar é mais sobre quem eu estou me tornando do que sobre quem me feriu?
Jesus: Exatamente. O mundo responde dor com dor, mas vocês respondem com graça.
Theo: (Olhando para Liz) Eu quero tentar.
Jesus: Então venham. Cada passo em direção ao perdão é um passo mais perto de quem vocês foram chamados para ser.
Texto escrito pela Equipe de Coordenação do MFC Jovem