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VIVEMOS O EXTRAORDINÁRIO EM MEIO À DOR

Olá, somos o casal Danilo e Maíra, pais da Aurora e do Augusto, participamos do grupo Nossa Senhora das Graças e nossa família foi escolhida a viver o extraordinário de Deus. Ele nos deu a oportunidade de viver a gestação novamente e quanta alegria vivemos desse momento.

No dia 8 de julho de 2025 vivemos a angústia de saber que nosso filho tinha uma condição rara e gravíssima. Ainda na gestação ele foi diagnosticado com uma malformação chamada hérnia diafragmática congênita, que impede o desenvolvimento dos pulmões. Com este diagnóstico ele tinha menos de 10% de chance de vida, com isso, fomos orientados a buscar o tratamento em São Paulo para aumentar em 50% suas chances de sobreviver.

Já em São Paulo com 26 semanas de gestação, Maíra e Augusto passaram pela primeira cirurgia fetal intrauterina. Foi colocado um balão traqueal no Augusto na tentativa de expandir os pulmões. Começamos a viver o agir de Deus nos momentos de angústia, tivemos todo o apoio da equipe médica do Dr. Fábio Peralta, reconhecido mundialmente na medicina fetal. Graças a Deus a cirurgia foi um sucesso e após cinco semanas os pulmões do Augusto expandiram 85%, sendo considerados para ele, um ótimo resultado. Fizemos a segunda cirurgia intrauterina para retirar o balão de sua traqueia com 31 semanas de gestação. Com cirurgias fetais, o risco de prematuridade aumenta muito, e com 33 semanas a bolsa rompeu em decorrência destas cirurgias. Maíra internou no hospital e avisou o esposo Danilo que havia recém retornado para Maringá para passar um tempo com a filha Aurora, onde retornou imediatamente para São Paulo novamente. Apesar do rompimento da bolsa, Maíra e Augusto não entraram em trabalho de parto.

Com o retorno a São Paulo, resolvemos levar a Aurora junto, ela já estava há meses sem nos ver. Tivemos uma excelente acolhida do hospital Pro Matre, na qual permitiu que ela ficasse no nosso quarto o tempo todo. Na véspera dela retornar para Maringá, era madrugada de sexta-feira, dia 12/09 o trabalho de parto começou, e por decisão dos médicos Dra. Karina Jorge e Dr. Rafael Botelho fomos para cesárea, onde estávamos bem assistidos. Era real, Augusto estava vindo, Deus com sua infinita bondade fez com que o Augusto viesse na presença da irmã, que pôde estar conosco naquele momento importante.

Augusto chegou no dia 12 de setembro com 34 semanas, de cesárea em uma sala preparada para recebê-lo. Não tivemos a chance de escutar seu primeiro choro, pois na verdade ele não poderia chorar ao nascer, porque precisava imediatamente ser entubado. A partir daí, nosso coração mais uma vez se angustiava, pois ele ainda havia de passar pela sua cirurgia de correção da hérnia, para isso precisava permanecer estável na UTI nos primeiros dias após o nascimento.

E mais uma vez, Deus nos mostrou que, com Ele, tudo é possível se você crer. Aos sete dias de vida, no dia 19 de setembro, estável e sem a necessidade do uso de medicações em altas concentrações, Augusto foi para a sala de cirurgia novamente, passou sem intercorrências, guiado pelo Espírito Santo nas mãos do cirurgião infantil responsável do hospital, Dr. Pedro Muños. Sabíamos que ainda viria uma parte difícil, o pós cirurgia no processo de recuperação na UTI, sem data de alta e vivendo dia após dia, hora por hora, orações de todos os cantos e de tantas pessoas queridas, nos fortaleciam. E Deus nos surpreendeu mais uma vez, Augusto ficou estável nos primeiros dias mais intensos da recuperação e com dezenove dias foi extubado, ficou no cateter com oxigenação baixa.

Viver essa realidade diferente, este mundo de UTI, ser pais de bebê de UTI nos ensinou muito, do jeito mais difícil que poderia, mas também de um jeito muito especial. Quem já viveu de perto sabe do que estamos falando, dias e noites muito diferentes, uma montanha russa, altos e baixos, e ainda sem sabermos, mas estávamos pertos de passar por uma grave baixa do Augusto. Era um sábado, recebemos uma excelente notícia, ele já vinha respirando com pouca ajuda de aparelhos e passaria a respirar sozinho naquele dia, assim foi feito. Fomos para “casa” cheios de felicidade. No dia seguinte, um domingo, era seu primeiro “mesversário” e dia de Nossa Senhora Aparecida, tínhamos motivos para estarmos felizes. Acordamos ansiosos e cedo fomos ao hospital, de bexigas nas mãos, porém ao chegarmos na sala, vimos que ele estava novamente com aparelho respiratório. Antes mesmo da médica poder conversar conosco e explicar o que havia acontecido naquela noite, enquanto a mamãe segurava suas mãos pela incubadora, Augusto teve uma forte crise de apneia na nossa frente e precisou ser reanimado. Presenciar aquela situação desesperadora sem poder fazer nada para ajudar, nos trouxe a certeza de que ainda havíamos de estar fortes para o que viria adiante e fortalecidos na nossa fé.

Ouvimos as orientações médicas, autorizamos fazer todos os exames necessários e fomos fazer o que de fato podíamos fazer para ajudá-lo, abençoar e rezar por ele, e assim fizemos o dia todo. Augusto teve um derrame pleural em forma de quilotórax e precisou drenar o líquido. No dia seguinte já era outra criança, ele apresentou melhoras rapidamente. Seguimos aliviados e acompanhando dia a dia a sua recuperação, os dias passavam e ele melhorando, estávamos gratos.

Foi aí que veio a sua segunda grave queda, devido ao dreno instalado por dias, Augusto teve infecção hospitalar e passou a ter crises de apneia outra vez. Na hora, entraram com medicação para combater a infecção e novamente uma série de baterias de exames foram realizados.

Sentimos ali o agir dos anjos que olhavam pelo nosso filho. Novamente no dia seguinte, Augusto parecia uma nova criança, reagindo melhor que o esperado às medicações e em nenhum exame foi detectado anormalidade. Nosso bebê estava sendo forte superando mais uma dificuldade.

Foram mais algumas semanas pela frente, seguindo firmes em oração pela recuperação do nosso filho. E mais uma vez Deus foi generoso conosco, decidimos levar a Aurora para São Paulo. Foi quando ela estava lá conosco que recebemos a tão aguardada notícia da nossa alta, ficamos muito felizes! Nosso filho estava pronto para ir para casa e nossa filha junto, naquele momento a família reunida.

Gostaríamos muito de aproveitar esse momento e fazer alguns agradecimentos: aos amigos, colegas da vida e do trabalho, nosso grupo base de oração Nossa Senhora das Graças e aos irmãos do MFC que se uniram em corrente de oração para o Augusto. Obrigado a todos por tudo e por tanto!

Danilo e Maíra
Grupo Nossa Sra. das Graças